Neste texto sobre a descoberta da identidade de um serial killer, pergunto: realidade ou ficção? Pai ou serial killer?
Antes de começar, já leu o primeiro caso? Não? Confere aqui!
Ela estava em sua casa, ainda acordando. Pela janela da sala viu um carro estranho do outro lado da rua. Poucos minutos depois, um homem desconhecido toca a campainha. Seu pai sempre falou para ela tomar cuidado com estranhos, que ela devia fazer a pessoa provar quem dizia ser. Então ela abre a porta, mas apenas um pouco. E ali está um policial, questionando se ela está ciente sobre o serial killer que vem assombrando a cidade há anos. E ele informa, sem rodeios: Ele é o seu pai.
E assim, com apenas uma frase, tudo o que ela amava tinha sumido.
Inúmeros veículos de comunicação tentaram entrevistá-los. Mas tanto ela, quanto a mãe e o irmão, sempre negaram. Descobrir que o pai era o autor do assassinato de 10 pessoas, entre elas duas crianças, a fez viver as emoções mais conflituosas que um ser humano pode experienciar.
Ela estava muito brava, é claro, mas ainda amava o pai. Ele continuava sendo também um cara bacana, um bom marido, um pai extremamente presente. Ele sempre foi calmo, divertido, mesmo sendo controlador. Essa outra pessoa que matava brutalmente desconhecidos, ela não sabia quem era.
As pessoas começaram a comentar e a desacreditar que a família pudesse realmente nunca ter percebido nada. A desconfiança caia mais forte sobre sua mãe. Como uma esposa divide a cama com um assassino sem saber?
Ela passou a repensar toda sua vida e se perguntava se seu pai apenas usou a família para se esconder. Será que ele realmente amava a esposa? E os filhos? Ou essa família margarina era apenas um disfarce?
Ao pesquisar sobre os crimes, ela descobre que tudo começou em 1974, quando o serial killer fez suas primeiras vítimas: 4 pessoas de uma família de sete.
Se tratando de uma cidade pequena, as pessoas sempre se sentiram muito seguras e algumas sequer trancavam suas portas. O filho mais velho da grande família voltou da escola e encontrou os corpos de seus pais e dois irmãos. Ele ainda tentou desamarrá-los e então correu ao vizinho para pedir ajuda. Uma cena tenebrosa, uma tragédia sem tamanho.
Ela conseguia se recordar que alguns meses antes da data desse assassinato, o pai havia sido demitido e ficou deprimido, entediado, agindo muito mais por impulso. Agora ela conseguia ligar esses pontos.
A polícia não mediu esforços para desvendar o caso. Não só porque situações assim não aconteciam ali, mas porque o crime foi brutal e um dos mais chocantes e maldosos que eles já viram.
Alguns anos mais tarde, três homens são presos e se autoproclamam os autores pelo massacre da família. A mídia, sem perder tempo, passou a noticiar intensamente que os culpados finalmente haviam sido pegos. Até que o jornal recebe uma carta, dizendo: “Os três caras que vocês têm sobre custodia estão falando somente para aparecer. Eles não fizeram nada. E eu sei disso porque quem fez, foi eu mesmo.”
Na carta, ele colocava por tópicos cada uma das quatro pessoas e contava com minuciosos detalhes o que havia feito com elas. E aproveitou para acabar a carta com a seguinte observação:
“PS: Já que criminosos sexuais não mudam seu modus operandi ou, por natureza, não podem fazê-lo, eu não mudarei o meu. As palavras-código para mim serão: amarrá-los, torturá-los, matá-los. Você vê, está nisso de novo. Elas estarão na próxima vítima. “
A polícia iniciou uma busca incansável por casos que pudessem já ter acontecido e não terem sidos relacionados a esse assassino. Especialistas em comportamento foram chamados. Corpos foram sendo encontrados. Testemunhas haviam visto seu rosto. Anos se passaram. E somente após 3 décadas, ele foi pego. Pego por ter o ego enorme.
Com envios de suas cartas e materiais para os jornais, buscando chamar a atenção aos seus casos, a polícia conseguiu um nome e, a partir dele, a possível existência de uma filha. O que levou a confirmação de DNA.
A mídia ventilou a ideia de que ela havia entregado o pai, mas isso nunca foi verdade. Porém, com a enfim prisão e todas as provas contra seu pai, o famoso serial killer confessou e contou, com ainda mais detalhes do que em suas cartas, cada assassinato cometido.
Ela descobre que uma das vítimas foi levada por seu pai para a igreja que eles frequentavam. Descobre que outra foi transportada no carro da família, o mesmo que tempos mais tarde ele daria de presente a ela. Descobre que ela não faz ideia do que foi a vida dela.
E aí, REALIDADE OU FICÇÃO?
ESSA É UMA HISTÓRIA REAL
A narrativa conta sobre a filha do BTK, um dos serial killers mais conhecidos e estudados dos Estados Unidos, no documentário “Meu Pai, o Assassino BTK”, lançado na Netflix em outubro de 2025, com 1 hora e 33 minutos, acompanhando Kerri Rawson, filha de Dennis Rader, que aterrorizou o Kansas entre 1974 e 1991.
Minha nota: 3,5/5 ⭐️
2 respostas a “Realidade ou Ficção: Pai ou serial killer?”
-
Ficção
-
Eu acho que é ficção! Não tenho como provar, mas este texto está com cheirinho de livro de suspense! Hahahaha.

Deixe um comentário